O ano é 1982. Na Cidade do Cabo, duas crianças se tornam amigas sem distinguir as raças durante o cruel período do Apartheid na África do Sul. Crianças pequenas não discriminam; elas não fazem menos dos outros por causa de sua cor de pele ou suas crenças. O ódio aos outros é aprendido. É por isso que a intolerância é muitas vezes nascida da ignorância. A diversidade de religiões, culturas, línguas e grupos étnicos não deve ser uma fonte de conflito, mas uma riqueza valorizada por todas e todos. A melhor maneira de neutralizar isso é apostar na educação. Podemos viver em harmonia entre culturas, religiões e povos. Hoje, 16 de novembro, é o Dia Internacional da Tolerância das @NacoesUnidas. Em mensagem para a data, a diretora-geral da @UNESCO, Audrey Azoulay, enfatizou que a tolerância não é apenas uma virtude moral, mas também um princípio político, capaz de orientar as sociedades na luta contra o racismo e outras formas de discriminação. Ela enfatizou que a diversidade faz parte da humanidade e é uma força do desenvolvimento. Azoulay também chamou atenção para desafios do atual cenário político global. “Por um lado, a globalização aproxima os Estados e os cidadãos ao permitir uma cooperação frutífera em múltiplos domínios; por outro lado, cria desequilíbrios, alimenta medos e gera tensões”, explicou. • “O populismo, o discurso de ódio e a retórica excludente prosperam na ansiedade gerada por desigualdades socioeconômicas, migração forçada, reestruturação social e desafios ambientais”, acrescentou a chefe da agência da ONU. A dirigente disse ainda que “a diversidade cultural faz parte do tecido da sociedade humana”. • “É uma força e um condutor do desenvolvimento. É um benefício do qual todos podemos tirar proveito, desde que aprendamos a nos entender, que possamos ver o que é universal em todas as culturas e que adotemos uma atitude de tolerância em relação ao que, a princípio, parece estranho para nós”, completou Azoulay. @unesco @unescobrasil @nacoesunidas