Conselho de Segurança das @NacoesUnidas aprova resolução para proteger populações em conflito da #fome Agências da ONU celebraram a adoção pelo Conselho de Segurança de uma resolução que proíbe governos e grupos em #conflito de atacarem locais necessários à produção e distribuição de #alimentos. Aprovada unanimemente no último dia 24 de maio, medida é histórica, pois é a primeira da entidade a reconhecer os vínculos entre #guerra e #fome. O texto 2.417 (2018) também condena o uso da fome como arma de guerra e pede que profissionais humanitários tenham acesso seguro e livre a civis em situações de confronto armado. Atualmente, pessoas em zonas de conflito representam 60% dos 815 milhões de indivíduos vivendo com fome crônica. Quem está em meio à guerra tem mais do que o dobro de chances de ser subnutrido, na comparação com quem mora em países em paz. Das 13 maiores crises alimentares no mundo hoje, dez — Afeganistão, Burundi, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Iraque, Nigéria, Sudão do Sul, Sudão, Síria e Iêmen — são relacionadas a conflitos. Com a resolução do Conselho, ficam interditadas pelo direito internacional as ofensivas para destruir fazendas, mercados, moinhos, sistemas de água e processamento de alimentos e instalações de armazenamento. Estruturas que fazem parte do circuito de distribuição de comida também ficam protegidas. A incerteza política e os deslocamentos associados com confrontos levam a gastos maiores com assistência alimentar. O Programa Mundial de Alimentos, PMA/@WorldFoodProgramme_official, estima que seria possível poupar US$ 997 milhões por ano caso fosse melhorado o acesso humanitário a populações vulneráveis nos 20 países com as piores crises de fome. O diretor-geral da @UNFAO, o brasileiro José Graziano da Silva, também elogiou a resolução: “Acolhemos com grande satisfação esta iniciativa sem precedentes do Conselho de Segurança de reconhecer explicitamente o impacto dos conflitos armados sobre a fome”. • Em 2017, cerca de 124 milhões de pessoas precisaram de assistência alimentar e apoio para manter seus meios de subsistência. O contingente representa um aumento de 16 milhões em relação a 2016.